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Ato na Praça Sete lembra profissionais de enfermagem mortos pelo coronavírus


Todos os anos, a programação da Semana da Enfermagem do Coren-MG é marcada pela realização de um ato público e uma carreata que termina com uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Este ano, devido ao coronavírus, a manifestação, realizada em parceria com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), teve de ser menor, mas não menos significativa e importante.

Às 15h, profissionais de enfermagem se reuniram em volta do obelisco, que fica no Centro de Belo Horizonte, para, silenciosamente, homenagear os 25 enfermeiros, 56 técnicos e 17 auxiliares de enfermagem mortos em decorrência de complicações da Covid-19 desde o começo da pandemia no país, de acordo com o Observatório da Enfermagem do Cofen.

Para lembrar os 98 colegas falecidos, os manifestantes colocaram cruzes no obelisco. Eles também lembraram os profissionais de enfermagem infectados pela doença. Ao todo, 13.522 casos suspeitos foram reportados ao Cofen, sendo que 3.872 pessoas tiveram o diagnóstico confirmado para a Covid-19. No entanto, este número provavelmente está subnotificado, devido à falta de testes para a doença no país.

O número de casos já é maior do que nos Estados Unidos, país mais atingido pela pandemia do novo coronavírus no mundo e que contabiliza 91 mortes de profissionais da enfermagem. Em todo o mundo, 260 profissionais morreram, de acordo com levantamento da National Nurses United (NNU).

Em Minas Gerais, o número de casos reportados de profissionais da enfermagem infectados é de 436, com uma morte confirmada, segundo dados do Cofen. Em Belo Horizonte, conforme a Secretaria Municipal de Saúde, pelo menos 67 profissionais da saúde contraíram o Covid-19 e 44 casos estão em investigação.