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18 de maio chama a atenção para o cuidado com a saúde mental


Em 18 de maio de 2020 completa-se 33 anos da comemoração do Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O Movimento da Reforma Psiquiátrica se iniciou no final da década de 1970, em pleno processo de redemocratização do país, e, em 1987, teve dois marcos importantes para a escolha do dia que simboliza essa luta: o Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, em Bauru (SP), e a I Conferência Nacional de Saúde Mental, em Brasília.

Com o lema “por uma sociedade sem manicômios”, diferentes categorias profissionais, associações de usuários e familiares, instituições acadêmicas, representações políticas e outros segmentos da sociedade questionam o modelo clássico de assistência centrado em internações em hospitais psiquiátricos, denunciam as graves violações aos direitos das pessoas com transtornos mentais e propõe a reorganização do modelo de atenção em saúde mental no Brasil a partir de serviços abertos, comunitários e territorializados, buscando a garantia da cidadania de usuários e familiares, historicamente discriminados e excluídos da sociedade.

Assim como o processo do Movimento da Reforma Sanitária, que resultou na garantia constitucional da saúde como direito de todos e dever do estado através da criação do Sistema Único de Saúde, o Movimento da Reforma Psiquiátrica resultou na aprovação da Lei 10.216/2001, nomeada “Lei Paulo Delgado”, que trata da proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo de assistência. Este marco legal estabelece a responsabilidade do Estado no desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil, através do fechamento de hospitais psiquiátricos, abertura de novos serviços comunitários e participação social no acompanhamento de sua implementação.

Fonte: Ministério da Saúde

Em tempo de coronavírus

O Dia da Luta Antimanicomial também destaca a necessidade de cuidar da saúde mental. Em meio a uma pandemia de abrangência global, é natural sentir-se angustiado, aflito e ansioso diante de tantas incertezas. Mas por mais que a situação seja difícil, podemos tentar cuidar da cabeça.

• Evite o excesso de informações e, quando quiser saber o que está ocorrendo, veja os noticiários com cautela, discernimento e fuja das fake news, que chegam aos montes pelo Whatsapp e são compartilhadas em redes sociais.
• Evite pensar em excesso sobre o coronavírus para não gerar crises de ansiedade.
• Nos momentos de folga, procure formas para relaxar. Seja lendo, fazendo artesanato, costurando, ouvindo uma música ou assistindo a uma série. Enfim, nem que sejam por alguns minutos, tenha um momento só para você.
• Cuidado com os sentimentos. Sentir-se aflito e ansioso é natural e não adianta tentar controlar. Precisamos acolher, reconhecer e transformar esses sentimentos. Mas lembre-se que cada um o tempo. Não se cobre para ficar bem o tempo todo.
• Aproveite ao máximo a tecnologia para interagir com familiares e amigos. E não deixe de buscar o Suporte Emocional do Coren-MG. Estamos aqui para ajudá-lo.

O cuidado com a saúde mental é semelhante à saúde física: precisamos cuidar todos os dias.