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Enfermeira desenvolve trabalho que aborda violência contra a categoria


Profissional teve como ponto de partida agressões cometidas contra professoras universitárias

Data de publicação: 11/12/2019

A violência na Enfermagem, infelizmente, é um assunto recorrente e que tem de ser colocado em pauta. Para abordar o tema, a enfermeira Mônica Chaves desenvolveu o trabalho “Relato de experiência: Formas de violência vivenciadas por enfermeiras docentes”, que foi apresentado no 22º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), realizado em novembro, em Foz do Iguaçu (PR).

Mestre e docente de Enfermagem na PUC Minas, há quatro anos ela é colaboradora da Unidade de Processos Éticos (UPE) do Coren-MG, setor em que lida com casos de agressões contra a Enfermagem. “A violência perpassa várias questões: simbólicas, psicológicas, identidade, físicas, assédio no trabalho, e nós, como profissionais de Enfermagem, sobretudo porque somos em maior número mulheres e em razão do machismo, sofremos abusos diariamente”, constatou. 

Para desenvolver o trabalho, Mônica Chaves usou o método de pesquisa-ação, que consiste em uma forma de investigação baseada em uma autorreflexão coletiva dos participantes de maneira a melhorar a racionalidade e a suas práticas sociais e educacionais, como também o entendimento dessas práticas e de situações onde essas práticas acontecem.

Através deste trabalho, Mônica Chaves observou que a Enfermagem está exposta a atos de violência de várias formas, sendo a psicológica a mais vivenciada pelas enfermeiras docentes. “Portanto, faz-se necessário a discussão sobre a temática entre os profissionais da Enfermagem, bem como a realização de atividades educativas disseminando sobre os dispositivos legais e éticos vigentes no país, entre as quais o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem a fim de prevenir e coibir a violência”.

Além disso, a enfermeira constatou a necessidade de os profissionais Enfermagem tomarem conhecimento das formas de violência a que forem submetidos, além da necessidade de ter ciência de seus direitos e dos dispositivos que existem em seu favor. “Sob o ponto de vista ético-legal da Enfermagem, podemos usar o Conselho para denunciar o que aconteceu a fim de que haja averiguações para que seja apurado se houve a violência e até mesmo moção de repúdio contra ela. Enfim, a gente não pode se calar diante desses acontecimentos”, alertou.