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Manifesto Coren-MG sobre as eleições de 2016


O que me deixa entristecido é que a Enfermagem, que atualmente possui mais de 180 mil profissionais no nosso estado e representa a maior força de trabalho na área de saúde, continua sendo desvalorizada profissionalmente, conforme nos revela a pesquisa científica realizada recentemente pela Fiocruz, encomendada pelo Conselho Federal de Enfermagem. 

Além da desvalorização profissional, temos que conviver com a falta de segurança no ambiente de trabalho, péssimas condições de trabalho, precarização da saúde, sobrecarga de trabalho, excesso de carga horária entre outras mazelas. E, até o presente, continuamos sem piso salarial digno e carga horária decente estipulados em lei, conforme recomenda a Organização Internacional do Trabalho – OIT, no qual o Brasil é membro.

Acredito que seja do conhecimento de todos que temos dois projetos de lei tramitando na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), os quais possuem como objetivo regulamentar a carga horária dos enfermeiros em 30 horas, bem como, estabelecer o tão necessário piso salarial. No entanto, os referidos projetos, apesar de serem justos e extremamente necessários para que os profissionais de enfermagem possam prestar uma assistência de qualidade ao paciente sob seus cuidados  e ter qualidade de vida e realização profissional, encontram-se estagnados na ALMG.

Em razão deste contexto, nos diversos municípios que tenho visitado em todo o estado de Minas Gerais, o principal questionamento dos colegas é sempre o mesmo: “O que o Coren-MG vem fazendo pelos profissionais de enfermagem que ainda não conseguiu um piso salarial e uma carga horária decente para nós?”

E, apesar de estarmos cumprindo a nossa parte, através da criação do Fórum Mineiro da Enfermagem, da reativação dos projetos de lei, das constantes reinvindicações de nossos direitos juntos as diversas instâncias do Governo para aprovação dos mencionados projetos, ainda continuamos impotentes, pois as nossas reivindicações não saem do papel. A nossa maior carência é a falta de representatividade política para empoderar nossas novas conquistas, que, conforme já mencionado são justas, necessárias e viáveis.

Portanto, caros colegas enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, o dia 2 de outubro é um momento crucial para optarmos em candidatos comprometidos com os profissionais de enfermagem.

PROCURE NO SEU MUNICÍPIO O NOME DOS CANDIDATOS COMPROVADAMENTE COMPROMETIDOS COM A SAÚDE, EM ESPECIAL, COM A CATEGORIA DE ENFERMAGEM, E VOTE. 

Outras profissões estão se unindo e lutando pela valorização da classe. Nós, com a nossa representatividade em Minas Gerais, podemos fazer a diferença nas eleições de 2016 e iniciar uma frente de trabalho junto dos futuros candidatos pela melhoria de nosso sistema de saúde e de toda a nossa categoria. Vamos começar com os representantes municipais para, daqui há dois anos, alcançarmos efetiva representatividade em todos os nossos poderes, inclusive nas esferas estadual e federal.

VOTEM naqueles que sabem o real sentido da palavra CUIDAR. Somente quem cuida de verdade, vai cuidar do que temos de mais valoroso: NÓS MESMOS, PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM!

Enf. Marcos Rubio

Presidente do Coren-MG