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Presidente do Coren-MG apresenta cenário da Enfermagem no combate ao coronavírus no estado


Durante entrevista concedida à Band News nesta terça-feira (14), ao falar sobre a situação da Enfermagem no combate ao coronavírus no estado, a presidente do Coren-MG, Carla Prado Silva, disse que os profissionais da categoria, assim como as demais pessoas do país, estão vivendo um momento único na história. “Não fomos capacitados para este tipo de situação nem mesmo durante nossa formação nas universidades”, acentuou.

Segundo ela, para os profissionais de Enfermagem que estão na linha de frente a situação é ainda mais complexa, uma vez que têm atendido os pacientes antes de serem consultados pelos médicos. “Nesse momento em especial, acho que o que mais afeta os profissionais de Enfermagem é o medo, a insegurança, a violência que eles têm sofrido e, obviamente, a desvalorização desse profissional, que é fundamental na cadeia da saúde”, destacou.

Sobre a incidência da Covid-19 entre a categoria, Carla Prado citou dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES/MG). Em Minas Gerais há 17.328 profissionais contaminados pela doença, sendo 11.462 técnicos e auxiliares e 5.866 enfermeiros. Quanto aos óbitos, oito foram oficialmente confirmados.

Quanto à falta de EPIs, a presidente do Coren-MG ressaltou que no começo da pandemia uma situação realmente estava muito complexa, o que gerou pânico entre os profissionais. “Hoje, não é um problema tão grave. Inclusive, até o Coren disponibilizou parte do seu orçamento para compra de máscaras e a gente tem distribuído a N95 pelo estado”, informou.

Carla disse que, agora, as denúncias relacionadas aos EPIs que chegam ao Conselho referem-se à baixa quantidade e qualidade do material. “Comparando com o começo da pandemia, já melhorou sensivelmente. Mas ainda existe uma ou outra instituição que não fornece todos os equipamentos e algumas que fornecem em quantidade menor do que deveria”, destacou a presidente do Coren-MG.