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Presidente do Coren-MG concede entrevista à Rádio América


Após a reunião com o governador Romeu Zema, a Rádio América abriu espaço para o Coren-MG falar acerca do piso salarial da Enfermagem.

Na oportunidade, Carla Prado, presidente do Coren-MG, acentuou as necessidades da categoria e disse que a luta não deve diminuir após o governador receber a entidade para conversar, pois este seria apenas o primeiro passo de um embate maior.

Carla explicou aos ouvintes todos os passos que são necessários para que Romeu Zema crie o piso da Enfermagem: “Em 2000, foi elaborada a Lei Complementar 103, que dá aos governadores a possibilidade de propor a criação à Assembleia para as categorias que não têm piso salarial estabelecido”.

Ela também falou sobre a proposta entregue ao governador, apresentando valores que foram estudados após análise daquilo que o próprio Estado já paga.

Pela proposta do Coren-MG, o piso ficaria assim:

  • Enfermeiro: R$ 6.617,15
  • Técnico: R$ 4.288,85
  • Auxiliar: R$ 3.859,96

A presidente lembrou que esses valores sequer alcançam o que o Coren-MG de fato deseja, mas que procurou ter “os pés no chão” para fazer a proposta. Ela salientou que apesar de a média estar muito aquém do que um profissional de enfermagem merece, isso não é desculpa para lutar por um salário qualquer.

Carla Prado lembrou, ainda, dos pífios salários oferecidos em editais que, para o cargo de enfermeiro, mal chegam aos R$ 1.500, sendo ainda menores para técnicos e auxiliares.

Por fim, a presidente do Coren-MG ressaltou que, agora, a questão, para ser resolvida, depende apenas do governador, que, por sua vez, assumiu o compromisso de dar uma resposta ao Coren-MG, após dizer que consultaria o advogado geral do Estado, pedindo um parecer sobre o projeto de lei.

Romeu Zema disse que convidaria o Coren-MG para uma reunião assim que tivesse uma resposta, o que levou a presidente Carla Prado a se mostrar confiante para um desfecho positivo.

Diante das falas, o apresentador Rafael Nobre fez, inclusive, um desabafo, revelando que a sua esposa é enfermeira e que eles vivem em estado de insegurança todos os dias. “Essa categoria é fantástica. São anjos na Terra”, comparou.

É preciso lembrar aqui que ficamos três meses fazendo pressão para que o governador nos recebesse. Assim, não seria um problema fazermos ainda mais força pelos próximos três ou seis meses, se necessário, até chegar no que é desejado.

Agora, a categoria sabe sua força e não vai parar. Que a união entre a Enfermagem Mineira e o Coren-MG continue abrindo mais portas pois #SemEnfermagemNãoTemBrasil