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#RESPEITONAVEIA é a nova campanha digital do Cofen

A partir dessa segunda-feira, 29, o Conselho Federal de Enfermagem inicia uma nova campanha nas Redes Sociais para tratar da violência contra os profissionais de enfermagem.

 

Serão três meses de campanha, para promover um diálogo aberto com a sociedade, com profissionais, área acadêmica, instituições de saúde, governo, autoridades e especialistas da área de saúde, para que se tenha um conhecimento de como esse problema está crescendo, atingindo os profissionais de outras áreas da saúde, como tem afetado esses profissionais e o seu trabalho, e tentar conscientizar a população do valor desses profissionais para a saúde do país.

 

A violência contra os profissionais de enfermagem teve um crescimento acentuado e já atinge todo o sistema de saúde brasileiro. Dados da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil (Cofen/Fiocruz – 2015) mostram que, dos 1,8 milhão de profissionais do país, 19,7% já sofreram violência no ambiente de trabalho, sendo: 66,5% violência psicológica, 26,3% racial e 15,6% violência física. Os mais acometidos por essa violência são os auxiliares e técnicos de enfermagem.

 

O fato de ser uma profissão composta majoritariamente por mulheres (86%) agrava o quadro e insere a questão em um debate mais amplo, da violência contra a mulher.

 

A enorme responsabilidade de ajudar pessoas, ter cuidado pela vida dos pacientes muitas vezes não é valorizada como função primordial de uma sociedade saudável, e muitas vezes também, no sufoco do momento de uma doença, os familiares, acompanhantes, e o próprio paciente, agride verbalmente, fisicamente, aquele profissional que está à frente do atendimento.

 

“O Sistema Cofen/Conselhos Regionais abre esse debate com a sociedade para que as pessoas possam conhecer a realidade desses profissionais e entender que eles são parceiros que cuidam da vida e buscam melhorar a saúde dos doentes. Por isso merece respeito e valorização, argumentou o presidente do Cofen, Manoel Neri.  Para Neri, é imprescindível que profissionais e instituições de saúde, junto com a população, busquem soluções para mudar essa realidade presente em todo o país.

 

Fonte: Ascom - Cofen