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angle-left Audiência pública discute ensino à distância na enfermagem

No dia 15 de maio, foi realizada, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, audiência pública que abordou o “Ensino à distância na formação de profissionais de enfermagem”. No evento foram debatidos os riscos do EaD para a saúde coletiva e aprofundada a discussão sobre o ensino técnico e a graduação de profissionais de enfermagem à distância.
 

A conselheira Lucielena Garcia, que representou o Coren-MG na audiência, explicou que o Conselho é contra a formação (graduação e ensino técnico) de enfermagem à distância. “Na nossa profissão, podemos dizer que errar não é humano. O exercício das profissões de saúde, mais especificamente da enfermagem, requer conhecimento e habilidade técnica, preparo profissional. Nós, de fato, provocamos essa discussão pois, de alguma forma, temos que agir, sair do lugar da crítica e entrar no lugar da ação”, finaliza.



Crédito: ALMG/Daniel Protzner/Divulgação
A conselheira Lucielena Garcia representou o Coren-MG na audiência

 

A aprendizagem significativa, que se realiza nos encontros e no compartilhamento de experiências, pressupõe convivência, diálogo e acesso a práticas colaborativas, essencialmente presenciais. “A troca de experiências que a modalidade presencial oferece é um requisito indispensável para o desenvolvimento de habilidades na formação na área da saúde”, acrescentou o conselheiro do Coren-MG, enfermeiro Jarbas de Oliveira.


O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) foi representado na audiência pela enfermeira Rosali Barduchi Ohl, que ressaltou ser impossível falar de enfermagem sem o contato humano. “Como vou ensinar o indivíduo se não houver outra pessoa a cuidar?”, questionou ela, que também é professora de enfermagem. “Essa profissão é essencialmente relacional. Por isso, o Cofen diz não ao ensino a distância”, disse.

Crédito: ALMG/Daniel Protzner/Divulgação
O Cofen foi representado na audiência pela enfermeira Rosali Barduchi Ohl
 

A audiência contou com a participação de estudantes de enfermagem. Uma delas foi Letícia Zara, que cursa o 3º período na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela ressaltou a importância do contato com o paciente, aspecto que se perde no ensino à distância. “A enfermagem tem essa característica de estar perto e, numa faculdade EaD, isso fica muito distante. Em uma faculdade que você tem aulas práticas já é um pouco difícil aprender, imagina à distância? Acho que fica mais complicado. Vão formar enfermeiros que não terão o essencial, que é o contato, o cuidado”, explica.


Crédito: ALMG/Daniel Protzner/Divulgação
Conselheiros do Coren-MG disseram não à Enfermagem EaD

 

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