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angle-left Estudo traça perfil regional e clínico de mulheres com Câncer de Colo do Útero

Resultado de trabalho acadêmico discute saúde sexual feminina em região do Norte de Minas 

Data de publicação: 10/01/2020

O trabalho apresenta a pesquisa de um grupo especializado na área da Enfermagem, composto pela Drª enf. Carolina dos Reis Alves, Drº enf.Claudio luis de Souza santos, Brenda Oliveira Nascimento Pinto e Luis Claudio Cardoso. O projeto se propõe a traçar o perfil sóciodemográfico/clínico das mulheres com resultados alterados/positivos submetidas ao rastreamento citopatológico do Câncer de útero no período de 2014 a 2019 em uma equipe de Saúde da Família.

 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram registrados no Brasil mais de 16.370 casos da doença em 2018, com 6.385 mortes . Logo, a letalidade é bem alta. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2018 houve 570 mil novos casos no mundo e 311 mil mulheres morreram por esse tipo de tumor – 85% dessas mortes se deram em países de baixa e média renda. No mundo, o câncer do colo do útero foi o quarto mais comum em mulheres em 2018, ficando atrás do câncer de mama (2,1 milhões de casos), câncer colorretal (0,8 milhões) e câncer de pulmão (0,7 milhões). Dados como esse alertam e levantam discussões sobre o tema, não somente em âmbito nacional, mas, principalmente Estadual. 

Segundo a pesquisa realizada pelo grupo, o Câncer de Colo de Útero caracteriza-se como uma alteração nas células que possuem um desenvolvimento lento até tornarem-se invasivas, consequentemente favorecendo a identificação e tratamento cuja realização do rastreamento é de grande importância para sua detecção prévia do mesmo. 

Entretanto, a pesquisa em questão propôs acompanhar de perto o perfil de mulheres residentes no Norte do Estado de Minas Gerais, além de levantar dados sobre as mesmas. Dentre esses dados, se destacam os fatos de que no período de junho 2014 a maio de 2019 foram realizados 1003 exames citopatológicos, sendo que 21 amostras (2,1%) apresentaram resultados positivos. Além disso, a predominância de mulheres na faixa etária entre 25 e 45 anos (71,5%), de raça/cor não branca (61,9%), e com ensino médio (47,6%). Por fim, 62% das mulheres que se testaram no periódo de coleta de dados do projeto possuíam sinais sugestivos de IST, outro fator que levanta discussões e explicita a disparidade em relação a saúde pública no âmbito demográfico no Brasil. 

 

Com a conclusão da apresentação, foi visível que as alterações cervicais estiveram concentradas nas mulheres casadas, com maior nível de escolaridade, sem queixas de sinosorragia e com sinais de IST. Os estágios mais avançados foram apresentados apenas nas mulheres fora faixa etária recomendada para rastreamento do CCU, sugerindo heterogeneidade entre os fatores de risco já consolidado. 

Por fim, o grupo propõe a identificação dos fatores de risco para cada região, para subsidiar o delineamento de suas ações.