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Homenagem póstuma

A enfermagem está cheia de histórias de destaque. Uma delas é da enfermeira Ernestina Dourado Sobrinha Corrêa Machado, que vivenciava a arte do cuidado com tanta competência, disciplina, elegância e doçura nos gestos que inspirava muitos. Falecida em novembro, de aplasia medular, ela será sempre lembrada por acolher o paciente e profissionais sempre um sorriso e um cumprimento amável. 

Natural de São Francisco, no Norte de Minas Gerais, a Ernestina Machado sempre fez questão de ressaltar que nunca teve dúvidas quanto à profissão que seguiria durante sua vida. “Escolhi ser enfermeira”, dizia a profissional.

O amor por cuidar do próximo e a paixão pela enfermagem sempre motivaram suas ações em busca de proporcionar a cada paciente um excelente atendimento. Como enfermeira, vivenciou diferentes situações na profissão, mas dedicou a maioria de seus anos de trabalho ao cuidar de pessoas com alterações hematológicas no Hemocentro Regional de Montes Claros, da Fundação Hemominas. 

Como coordenadora do Hemominas, aplicou com maestria a sistematização do cuidado e do serviço aplicando as mais contemporâneas ferramentas de gestão da qualidade. Como resultado, tornou-se referência para as instituições de saúde do Norte de Minas.

Mais tarde, voltou-se para a formação de profissionais no curso de graduação em enfermagem. Como coordenadora nas Faculdades Integradas Pitágoras e professora do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) não foi diferente. Sempre dedicada, comprometida, zelosa, deixou muitos exemplos e um grande legado na arte de cuidar. Fez parte de muitas histórias e contribuiu na formação de muitos jovens enfermeiros.

Seus gestos e ações, sua generosidade, o prazer em ajudar, dividir, doar, o sorriso imenso no rosto foram e continuarão sendo exemplos. O seu exemplo maior, como enfermeira, lutando pelos mais genuínos preceitos da profissão, serão sempre lembrados.

Sobre a aplasia medular – Doença grave, em que o tecido hematopoiético responsável pela produção de componentes sanguíneos (hemácias, leucócitos e plaquetas) tem suas atividades funcionais interrompidas de forma temporária ou permanente. As hemácias são responsáveis por levar oxigênio para os tecidos, garantindo energia vital às células de todo o corpo. Os leucócitos são importantes proteção imunológica contra infecções. As plaquetas são essenciais para a coagulação do sangue. Portanto, o paciente com aplasia de medula fica sujeito a infecções oportunistas, sangramentos espontâneos de difícil estancamento, fraqueza decorrente da anemia. Para manter a vida, os pacientes com aplasia de medula necessitam de frequentes transfusões sanguíneas.

 

Fonte: Enfermeiras Carla Silvana de Oliveira e Silva e Elaine Cristina Santos Alves