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Infância Peralta em tela

 

No mês de outubro de 2017, o Coren-MG recebe, no Centro de Memória (CDM), a exposição “Infância Peralta”, dos artistas Adão Rodrigues e Jana Campos. A mostra faz uma homenagem às crianças, principalmente àquelas que vivem dentro de todos nós. A exposição exibe 19 trabalhos em tela e papel Canson, com as técnicas diversas, dentre elas óleo, acrílica e aquarela, que retratam o imaginário infantil.


Seja com a literatura, música ou artes visuais, as crianças podem se encantar, se divertir, explorar a criatividade e a imaginação e aprender muito sobre distintas épocas e culturas, sobre os artistas e as formas de linguagem que utilizam. A mostra possibilita tudo isso ao exibir imagens de uma infância comum no interior de Minas, permitindo a interação das crianças com o universo da arte. Os visitantes verão esta manifestação cultural como uma opção de leveza em meio à dureza dos concretos que cercam os grandes centros urbanos. 


As aquarelas de Jana Campos são divertidas e coloridas, retratando crianças e suas peraltices. Os conteúdos lúdicos são muito importantes na aprendizagem, pois incutem nas crianças a noção de que aprender pode ser divertido, além de potencializar a criatividade e contribuir para o desenvolvimento intelectual das crianças.


 

Segundo o artista plástico Adão Rodrigues, seus trabalhos contam a história de sua infância em Manhuaçu, na Zona da Mata de Minas. “Era uma infância cheia de folclore. Morei na roça até os 6 anos e depois fui para cidade estudar. Em uma tela, pintei as crianças que acordavam cedo para moer cana na engenhoca. Essa garapa era usada para fazer o café, era o nosso refrigerante e era usada para adoçar tudo: bolos, doces... Não havia charrete, mas, sim o carro de boi e o cantado era diferente dentre os carros por causa de óleos usados no eixo entre os cocões, como óleo de mamona, gordura de porco, entre outros”, descreve.


Adão ilustrou livros de temática infantil, o que nos provoca refletir que a criança não é cidadã do futuro, mas do presente, desde o momento em que nasce. Ela tem direito a conteúdos de qualidade que espelhem o seu mundo. O tema de ontem foi cultura e infância e hoje é transformada em um recorte artístico em prol do recordar.
A criança é um público ideal para as mostras pois não carrega ideias prontas em relação à arte. Logo, precisam se ver mais projetadas, porque isso dá identidade cultural e gera reconhecimento e orgulho do seu próprio espaço. O que pode ser visto nas telas é a própria criança brasileira. 


As obras contam boas histórias, há brincadeiras comuns à infância, falam da amizade, leitura, dos sonhos e possuem formatos criativos que visam estimular a criança e a convida a resolver problemas e enfrentar situações.


Como despertar nas crianças o interesse sobre museus


Tatiana Levy, gerente socioeducativa do Museu Internacional de Arte Naif do Brasil (MIAN), diz que as crianças começam a se interessar pelo assunto por volta dos 3 anos, quando cabe aos pais falar sobre o que é um museu, para que ele serve, comentar sobre a exposição a ser vista - se for de um artista publicado, vale mostrar o livro, o site ou o e-book com imagens das obras.


O primeiro detalhe a saber é que, para se acostumar desde sempre a viver em meio às artes, o ideal é que a criança seja inserida na programação cultural da família assim que ela for liberada pelo pediatra para frequentar espaços fechados. Logo o pequeno começará a relacionar a visita à exposição de arte a uma experiência positiva e concreta, pois o interesse e a apreciação pelo que ele está conhecendo vai ser muito mais intenso.


Ao escolher a exposição, opte por aquelas que envolvam toda a família ou que tenham uma conexão natural com os gostos da criança. Qualquer evento artístico pode ser legal, desde que o interesse por ela seja real, intrínseco. Pode ser uma exposição de arte, de ciência, de história ou qualquer outra que seu filho ache interessante.


Pequenas, mas importantes, regrinhas


Durante a exposição, mostre as obras, aponte o que atrai ou repele em você e peça para seu filho interagir também, falando o que chama a atenção dele. É válido contar sobre quem a fez, mostrar figuras humanas, cores, bichos ou até contar uma história inspirada pela obra.


Sobre os artistas

Adão Rodrigues é publicitário aposentado. Trabalhou em diversas agências de publicidade como layoutman, desenhista e ilustrador. Estudou pintura por 3 anos e meio com Peter Wiemers, ex-aluno de Picasso e participou de várias exposições individuais e coletivas, locais e fora do estado. Tem trabalhos publicados em três livros: “Cem Mona Lisas com Mona Lisa”, da Escola Maison de Arte - Glauco Moraes-BH; “Anuário Luso-brasileiro de Arte 2010/2011” (Anjos Art Galery-SP) e “Contagem 100 anos”, de 100 artistas em comemoração ao Centenário de no município de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além disso, criou e ilustrou o Jornal do Ônibus, desde a 1ª edição (1994-2012), para a Prefeitura de Belo Horizonte e ganhou dois prêmios Aberje-MG com esse informativo: 1996 e 2006. 

Jana Campos é professora de Artes na Educação Infantil da Prefeitura de Belo Horizonte, especialista no Ensino de Artes Visuais pela UFMG e em Moda no Inap. 

 

“Infância Peralta”


A exposição ficará no Centro de Documentação e Memória (CDM) do Coren-MG durante o mês de outubro de 2017, de 8 às 18h, de segunda a sexta-feira. O CDM fica na Rua da Bahia, 916, no 4º andar, no Centro de Belo Horizonte/MG. Contato: (31) 3238-7549.


A entrada é franca! Venha conferir!


Contatos do artista:


Adão Rodrigues: (31) 3473-3293 / 987-324-932, adao.art@gmail.com, www.facebook.com/adao.rodrigues.
 

Jana Campos: (31) 9876-63027, janarte.bittencourt@gmail.com, www.facebook.com/jana.campos.9674

 

Apoiadores da atividade cultural em Belo Horizonte:

Culturaliza BH = http://culturalizabh.com.br/index.php/2017/10/10/exposicao-infancia-peralta-faz-homenagem-ao-mes-das-criancas/

Agenda BH =  http://www.agendabh.com.br/exposicao-infancia-peralta/