Publicador de Conteúdos e Mídias

angle-left Dengue resulta em mais sobrecarga de trabalho para a Enfermagem

Dengue resulta em mais sobrecarga de trabalho para a Enfermagem 

Conselheiros do Coren-MG buscam estratégias para minimizar situação crítica 

 

A fim de averiguar o dimensionamento de profissionais de Enfermagem que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Belo Horizonte, o primeiro e o segundo-secretário do Coren-MG, Érico Barbosa e Gustavo Arantes, juntamente com a coordenadora adjunta do Departamento de Fiscalização, Carolina Calixto, e a coordenadora adjunta da Câmara Técnica do Coren-MG, Andréia Murta, estão visitando estas Unidades. No dia 24 de maio, eles estiveram nas UPAs Oeste e Norte para conversar com os profissionais da assistência e da classificação de risco para conhecer o fluxo de atendimento, além de verificar os dados da escala e quantidade de pacientes atendidos por dia. 

O número de pessoas com dengue em Belo Horizonte não para de crescer. Só este ano, a capital mineira teve 7,7 mil casos confirmados e quase 20 mil suspeitos de terem contraído a doença, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde. Na ponta do atendimento a estas pessoas está a Enfermagem, cujos profissionais ficam 24 horas ao lado do paciente administrando soro, medicamentos, realizando procedimentos invasivos, acompanhando os seus dados vitais e a sua evolução clínica. 

A ocorrência da dengue provocou uma procura por atendimento às nove UPAs da capital mineira. O aumento da demanda pode ser estimado em 40%, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde, aumentando a sobrecarga de serviço para auxiliares, técnicos e enfermeiros, que já trabalhavam com escala desfalcada. Tal situação é um risco para a Enfermagem e para os usuários das UPAs, uma vez que o quantitativo de pacientes por profissional interfere diretamente na qualidade da assistência e na segurança do paciente. Profissionais sobrecarregados têm mais chance de se acidentar e de cometer erros. Embora tenha sido montada uma tenda com a presença do Exército, ainda há encaminhamento de pacientes para a unidade de pronto atendimento, principalmente para os casos de maior gravidade e que precisam de medicação endovenosa. 

Durante a visita, os representantes do Coren-MG conversaram com os profissionais de Enfermagem e observaram um quantitativo de pacientes superior ao que é preconizado na classificação de risco, gerando longa espera por atendimento. Também observaram as salas de pronto-atendimento e observação lotadas, quantitativo insuficiente de enfermeiros e problemas relacionados à falta de material.

A partir das visitas, o Coren-MG traçará as estratégias de intervenção para minimizar a sobrecarga de trabalho e garantir uma assistência segura aos pacientes.